domingo, 15 de Novembro de 2009

O tempo passa....

..... e os números deixam-me de servir. Já sou cada vez mais um senhor! Hoje, que faço 2 meses e meio, sinto que o meu corpo vai crescendo. Começo a interagir cada vez mais com os meus pais, passo noites a dormir e, acima de tudo, já me vou emancipando! Desde o dia 12 de Novembro que fui dormir para o meu quarto.


Vou dando noticias,
Luís Santamaria








domingo, 1 de Novembro de 2009

2 meses

O tempo passa e todos os dias há novidades!
O meu pai, que passa o dia fora a trabalhar, quando chega à noite admira-se com o meu crescer. 
Para além de me ir habituando lentamente à chupeta, a grande novidade ocorreu há alguns dias: comecei a sorrir! Sorri para a minha mamã. Ela bem merece. Todos os dias trata de mim, o que nem sempre é fácil, pois às vezes irrito-me! Estou carregadinho de sono, mas não consigo dormir. Já viram isto? Ainda não percebi muito bem como isto funciona e por isso não encontro outra solução a não ser chorar... Bom, mas voltando à minha nova faceta, devagarinho lá vou aprendendo a sorrir cada vez melhor. É a mudar a fralda que mais me divirto, deve ser por ver a figurinha dos meus pais (todos "contentes") a tratarem dos presentes que faço.

Beijos para elas, abraços para eles todos e ... vou dando novidades!





quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Mês e meio!

Tive o meu primeiro bolo, a primeira vela.
A balança já marca 3500 e tal; a mãe alimenta-me bem e o doutor deixa o suplemento de lado. Na tabela marco mais alguns centímetros e há quem ache que estou grande.
As primeiras roupas deixaram de servir e preparo-me para o inverno que tarda a chegar.


1 medicamento = Coliprev
1 birra = Sono
1 dificuldade = Chupeta
1 momento = Banho
1 amor = Pais
1 babar = Avós

É tudo.








quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Um mês e ...

“Ah e tal, ele é muito sossegado! É come e dorme!"
Era mais ou menos isto que se ouvia dizer de mim quando perguntavam! Mas, após o aniversário do meu pai (pois sou gajo pr'a não fazer desfeitas!), passei a mostrar quem é que manda lá em casa!

Quinta-feira passada, comecei as VERDADEIRAS CÓLICAS logo com o nascer do dia! Afinal, a mãmã está em casa ao dispôr e tenho que lhe dar algum trabalhinho, certo? Ah, e cansaço!

Sexta, um pouco atrasado dei de prendinha ao papá, (no final de dia de trabalho) um non-stop de berreiro e gritaria até às 5:30 da manhã!

No sábado, como era jogo no Dragão e, no Domingo, dia de eleições, deixei para a noite a minha demonstração de poderio…

Lá em casa é tudo meu!

Já faço um mês, e aqui ficam algumas fotos bem dispostas:

P.S. Atenção, nem sempre é fácil, mas não é o desespero (ainda! :D).





quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Memória escrita

Fazia tempo que não declarava. Afinal não é segredo mas sempre achamos que está tudo dito. Ficamos presos num beijo quando a melhor memória fica escrita.
Não se usam declarações de amor (ouve-se por aí...); mas hoje não podia ter escolhido melhor presente para ti! Amo-te como se não tivesse outra vida que não a nossa, numa aritmética simples que na soma sempre dá três, e em ti, encontro esse barco em passeio, sábio de viver, sábio de sonhar...

“E assim começou o nunca mais findaria.(...)
Até que a borboleta, cansada, se deitou na minha teia, sem que eu me soubesse aranha.
Na verdade, éramos dois insectos.
E a teia…, essa, chama-se Amor."
Possidónio Cachapa

Tua Mina

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

15

Uma arvore em casa, um banho, uma roupinha nova para sair à rua e um beicinho a dormir.





O beijo e o abraço,

Luís Santamaria



terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Sete...

... são os meus dias de vida!

... é o máximo de horas (não consequtivas) que os meus pais conseguiram dormir numa noite!

... é a média de cagadas que faço por dia!

... é o número de fotos que elegi para vos mostrar a minha evolução!

Adeus, um abraço para eles e o tal beijo para elas,
Luís Santamaria
















terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Santamaria

Olá, os meu pais decidiram alargar a família e cá estou eu!

Chamo-me Santamaria. Luís Santamaria Ramos Chéu é o nome completo a colocar no BI :-).

Começando pelo príncipio, a confirmação da minha existência foi revelada a 03-03-2009 e na altura já tinha um belo corpinho de 0,035 metros! Além disso, coincidência ou não, a data de nascimento prevista era a mesma do meu papá.Contudo, as indefinições sobre o meu tempo de gestação "obrigaram" a que 15 dias depois voltassem a ver-me tipo fotocópia para tentarem saber ao certo quantas semanas tinha. Mas, as dúvidas persistiram e apenas se constatou uma evolução no meu crescimento.

(Aqui que ninguém nos ouve, ainda agora não sei se sabem muito bem quantas semanas tinha quando nasci!)


O tempo foi passando e começaram a definir-se as feições da cara

dos pés.... e algo maise, para quem tinha dúvidas, posei(-os) para a foto:
Hoje, dia 1 de Setembro às 01h25m, com alguma emoção à mistura (tal como todo o meu crescimento na barriga da mamã), lá acabei por nascer com uns belos 0,465 METROS e aproximadamente 0,171 ARROBAS (para os mais distraidos são 46,5 cm e 2520 gramas). O aspecto é mais ou menos este:

Vão passando por aqui para verem o meu crescimento....

Abraços a todos e um beijo no céu da boca para a meninas ;-).

Luís Santamaria

terça-feira, 10 de Junho de 2008

Cidade Maravilhosa

Sabiamos que aqui seria o princípio do fim desta maravilhosa viagem. O Rio de Janeiro foi como um ínicio do regressar a casa: a língua, o afago humano, o calor da praia. Portugal tem tudo isto, só que, ligeiramente, mais envergonhado. O William e a Alexsandra foram anfitriões importantes nesta paragem. Proporcionaram-nos uma amizade e carinho que nos relembrou estar em casa com família e amigos. A barrigona da Alexsandra (com a Maria Clara já a pedir que lhe mostrem este mundo) permitiu alargar o nosso tempo juntos, sem grande cowboyada, mas sem dúvida que foi muito especial: os jantares, as conversas e o mergulho em Arraial do Cabo.
Tomar água de Coco em vistas de mar, olhar o Cristo Redentor em benças à cidade, disfrutar da animação quotidiana é sem dúvida uma paragem assegurada. O Rio só tem mesmo o grande problema da insegurança e violência. Apesar de não sentirmos isso na pele, a realidade é que toda a gente nos alertava para os problemas sociais que existem. E pensar que o samba algum dia lhes trará riqueza!











quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Argentina em Família

A distância de 40 e tal anos pode parecer muito, mas garantimos que aqui não! Reencontrar familiares passado tanto foi o mais emotivo que possam imaginar. Tentar reconhecer traços e parentescos herdados, histórias de vida, apresentar primos, primas, tios, tias e tia-avó. O tempo passou e com ele a saudade, em boa verdade uma herança bem portuguesa, perdurou. Os abraços, os beijinhos e as palavras conseguiram aconchegar o tempo e a distância entre as 2 terras e prometeram-se reencontros. A porta de nossa casa estará sempre aberta para todas estas pessoas que conhecemos aqui e nos encheram o coraçao. Nunca nos iremos esquecer do saborosíssimo assado argentino com que nos presentearam, a companhia incansável, a preocupaçao e orientaçao na gigante Buenos Aires e, principalmente, toda a paixao e carinho que demonstraram. Da metrópole argentina e quase europeia, tal como desta nova família, só levamos boas recordaçoes!

P.S. Numa pequena vila nos arredores de Buenos Aires, esse último gajo que está na foto reconheceu-me e, perante tanta insistência, lá aceitei tirar uma foto com ele! (Garantiu-me que ficaria no F.C.P. - vejam a prova: o puff azul e branco que comprou)








Third Take: Pipi Cucu!

Pipi Cucu! Aprendemos esta palavra que pertence ao vocabulário mais remoto dos argentinos e que significa algo muito bom! Pois bem, visitar Ushuaia, mais especificamente o ponto mais austral do planeta foi arrepiante! Nao propriamente pelo frio que se fazia sentir mas pela paisagem bárbara e brutal! Fin del Mundo existe e lá chegar nao foi fácil; para além da temperatura que vai sempre descendo à medida que nos aproximamos da Antártida, fazer 15 hrs de autocarro é obra! Inacreditavelmente esta ligaçao é feita pelo Chile, o que implica mudanças de autocarro, e processos fronteiriços burocráticos que só atrapalham. Mas acreditem que vale mesmo a pena: o Parque Natural Terra do Fogo, a navegaçao no canal Beagle e a observaçao de leoes marinhos e pássaros locais, o conhecimento de alguns vestígios das culturas indígenas, o farol que inspirou Júlio Verne no conhecido livro "O farol do fim do mundo", e ainda a aventura 4x4 nos lagos Escondido e Fagnano, acompanhada por uma volta em trenó puxado por caes e uma parrillada de cordeiro patagónico! Saboroso, nao?! Pipi Cucu!!!!!!!!!!!!









sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Second Take - Patagónia Argentina

Entramos na estrada para El Calafate. Juan havia no dia anterior ido connosco comprar os bilhetes no autocarro das nove da manha. A viagem seria feita com três passageiros. Dois deles eramos nós! Os primeiros metros adivinhavam uma viagem colada ao vidro do autocarro. A paisagem prendia-nos pelo seu branco. Atravessamos um verdadeiro "deserto" de neve durante 4 horas da totalidade do percurso e nao se via vivalma. O sol brilhava alto e de vez em quando eramos saudados por um condor ou guanco (da espécie dos lamas). Tudo espreitava, mas nem todos se aventuravam no ar gélido que atravessava a estrada.
Acordamos no America del Sur e puseram-nos a par da impossibilidade de ingresso no trekking ao Perito Moreno (um dos poucos glaciares "estáveis" do planeta: avança cerca de 2m por dia, mas ao mesmo tempo e repetidamente vai colapsando pela intervençao do degelo e da água do lago Argentino).
Acabamos por ter um dia de descanso. Nesta lufa-lufa do nosso mundo neste mundo pareceu-nos estranho. 24 horas de pleno relaxe nao seria perda de tempo? Fosse como fosse teriamos que aproveitar: colocar os relatos e fotos do blog em dia, escrever uma linhas do nosso mundo, "chatear" com quem estivesse on-line, passear pela vila e assistir a um brilhante pôr-do-sol.
O merecido repouso foi compensatório! Na extremidade do lago Argentino surge algo bombástico: Glaciar Perito Moreno. Arrancamos bem cedo e ainda se dormiu nos bancos do autocarro até chegar ao barco que nos levaria a fazer um trekking em pleno glaciar. Tudo parecia (e era) gigantesco aos nosso pés. E bem que nos fizeram falta ao longo da caminhada.
Um céu azul de morrer, um sol em luz quente, um branco que parecia tudo menos gelo. Era tudo quase perfeito: poderia facilmente ser um postal sem intervençoes de photoshop!
Vejam para crer.
















quinta-feira, 29 de Maio de 2008

First take - Patagónia Chilena

Aterrados em Punta Arenas, mal podíamos esperar pelo momento de conquista da Patagónia. A excitaçao consumia todas as energias, mas precisavamos de um sítio para aquecer os ossos pois o frio da Antartica já se fazia sentir! El Calafate, o hostel, recebeu-nos por apenas uma hora. Aconselhou-nos a seguir viagem na mesma noite para Puerto Natales, de modo a podermos, no dia seguinte, embarcar na conquista do Parque Natural Torres del Paine.Juan, já nos esperava no terminal de Bus. Pai de família, extremamente simpático e hospitaleiro, fez as nossas boas vindas e foi uma preciosa ajuda para planear a nossa expediçao.Madrugamos. O frio apertava ainda mais. O descanso era pouco, mas a emoçao fazia agir. O cenário invernal destas bandas somente levantou o véu do que realmente é. O verde acastanho mistura-se com o branco, o céu, ora cinzento ora azul, timidamente vai mostrando o seu encanto. Foram estas a cores do primeiro dia na Patagónia. Dentro de momentos voltaremos a colorir!







sábado, 24 de Maio de 2008

Santiago: Bem vindos à civilizaçao

Sair da Bolívia e chegar a Santiago do Chile foi ouro sobre Azul. Finalmente voltariamos às estradas com asfalto e iluminaçao, casas de banho habitáveis e contentores do lixo. Ah! E água quente! A cidade poderia ser uma qualquer cidade europeia, com regras e disciplina para peoes e carros. Tudo está bem definido e organizado. Tratamos de lavar, pela primeira vez, a nossa roupa aproveitamos para andar nas ruas, visitar museus (com a brilhante presença portuguesa em selos), pois gostamos de todo o ambiente cosmopolita.
Regressar da Ilha da Páscoa e aterrar, novamente, em Santiago teve um misto de (in)satisfaçao. As expectativas eram altas e realmente o mau tempo que se fez sentir dificultou muito a expediçao. Contudo, foi uma experiência muito gratificante pois vivemos igualmente a convivência a cultura e mística de Rapa Nui.
Bute para a Patagónia!






Ilha da Páscoa: Diz que é uma espécie de impermeável

Voamos até à Ilha da Páscoa, que se revelou uma aventura. Descobrimos que a pré-reserva do hotel, da internet, nao havia funcionado, pelo que tivemos que arranjar um outro em sobressalto. Ana Rapu Cabanas. Pareceu-nos muito bem e por ali nos instalamos. Entretanto conhecemos Clair, uma britânica com um inglês cerradissímo e que acabou por passar o final de tarde connosco numa esplanada a apanhar sol. Ainda deu para ver o pôr-do-sol do nosso quarto, que estava mesmo na primeira linha do mar. Jantámos qualquer coisa e fomos descansar, pois no dia seguinte queriamos começar o nosso itinerário.
Depois do pequeno-almoço e através do contacto da Ana Rapu, alugámos uma scooter e os problemas começaram. Na ilha só funcionam MasterCard, apesar dos 2 ATMs que existem, e o banco (para fazer cash-advance) diz que a ligaçao com o BCP nao funciona! Tentamos telefonar para a nossa agência bancária, mas lembramo-nos que eram +7 horas do que cá, ou seja noite densa! Merda! Estamos sem "guito"!
Conseguimos adiar o pagamento da scooter para o dia seguinte e pusemos o pé na estrada e 2 paes na algibeira para o dia todo! O mau tempo começava a fazer-se sentir, mas mesmo assim queriamos conhecer os mistérios da Ilha pelas suas famosas Moai. As estradas de terra batida escura, foram o primeiro obstáculo. Depois a chuva! Imaginem que as expectativas eram encontrar uma ilha paradísiaca com um sol esplendoroso (tipíco do pacífico). Decidimos chegar à cratera do extinto vulcao Rano Aroi. Ao final de uma hora de caminhada e de descobrirmos que estavamos no trilho errado.... decidimos voltar para trás, famintos, cansados e apressados, nao fosse escurecer e estarmos no fim do mundo, sem luz, gente, NADA!
No dia anterior haviamos combinado com a tal britânica assistir a um espectáculo de dança tradicional. Contudo sem "guito" estava complicado. Passámos no hotel dela para a avisar e foi aí que encontramos a soluçao: A recepcionista ajudou-nos e encaminhou-nos para um pronto-a-vestir que aceitava pagamentos com cartao VISA e, com uma "insignificante" comissao de 15%, deixou-nos "levantar" 100.000 pesos! Fomos roubados e ficamos felizes com isso! Vá-se lá entender o capitalismo. Depois do programita da noite, deitámo-nos em cansaço desperto: "Amanha é que vai ser!".
Esqueçam! Todo o dia foi em tempestade agitada, ventos fortes, muita chuva, lama, tudo! Tentámo-nos preparar para o pior: trocamos a scooter por um jipe fraco e velho, e metemo-nos à estrada. Um impermeável (da Tânia) e outro que diz que é uma espécie de impermeável! Muita chuvinha apanhámos! Foi uma árdua tarefa tentar fazer o programa turístico que haviamos definido - a costa sul. 3 horas depois regressavamos com meia dúzia de fotografias desfocadas, uma máquina com principios de humidade e no corpo o peso da roupa encharcada! Mas o pior estava para a acontecer: chovia na cabana! Só mesmo numa ilha paradisíaca do pacifico isto pode acontecer! Se nos deixarem sair daqui, partiremos amanha para a Patagónia...










terça-feira, 20 de Maio de 2008

Bolivia: 2 em 1

Em autocarro (gelado) desde Cuzco ate Puno (perto da fronteira Peru-Bolivia), entramos no lago Titicaca. Depois de alguns comentarios registados ao longo da viagem, decidimos pernoitar na isla del sol, lado Boliviano, e usufruir da beleza e encanto do pequeno (e barato) paraiso pouco explorado. Com a cordilheira real dos Andes como pano de fundo e um lago com o tamanho do mar, foram o antidoto para um certo mal estar por estarmos "apenas" a 4000m de altitude! Com companhia brasileira (Rodrigo e Giovanna) escalamos ofegantemente ao topo da ilha para assistir a um dos por-do-sol mais bonitos de sempre. No dia seguinte, emocionados com as vistas, fizemos um passeio de 4 horas por toda a ilha e apanhariamos um barco que nos faria contornar a ilha pelo lago. Ao final do dia viajamos ate La Paz: o reverso da medalha. Se a pobreza Boliviana do lago Titicaca tem encanto, na capital e absolutamente assustadora. O impacto ao entrar numa cidade onde as favelas se amontoam, onde as ruas sem luz e inacabadas acumulam um lixo que alimenta caes, moscas e um ecossitema de parasitas que emana um fedor nauseabundo; onde a gente sombria e triste vende comida sem regras de higiene basicas, é medonho. Na rua é tudo: casa, trabalho e lazer. A este cenário juntamos ainda um stock antiquissimo de carros com uma capacidade poluente ultrapassada. É assim a capital da pobreza da America do Sul. Mal possamos colocaremos fotos (... e acentos).







sexta-feira, 16 de Maio de 2008

De Macho: Machu Picchu

Caríssimos, acreditem que chegar a Wayna Picchu (signfica em Quechua, Montanha Jovem) é DE MACHO! Um trekking árduo, "suorento", ofegante e para alguns até atordoante. Quando atingimos o topo desta montanha, vizinha à cidadela de Machu Picchu, até as pernas tremiam. Fosse da desidrataçao, fosse do cansaço, da emoçao, da beleza extasiante ou apenas porque conseguirmos subir os 2720 m de altitude (320 acima da cidadela). Em apenas 1 hora "trepamos" a montanha, que permitiria uma vista única sobre Machu Picchu.
A nossa estadia por ali durou 8 horas para percorrer uma das cidades mais conhecidas do mundo e eleita uma das 7 maravilhas do mundo: Cidade perdida dos Incas (Cidade do Sol) - Machu Picchu. É incrível como aquele povo conseguiu construir semelhante cidade no topo íngreme de uma montanha, onde desenvolveu um sistema sofisticado de abastecimento de águas, cultivos e organizaçao territorial.
Foi a experiência inesquecível e imperdível, apesar de ao final do dia estarmos completamente exaustos. A nao perder!





Linhas de Nazca




Nazca é um local que foi totalmente esquecido no mundo até 1939, quando o cientista norte-americano Paul Kosok (um nome típico Americano!) atravessou voando o deserto desta zona e reparou nas estranhas figuras (animais, plantas, figuras geométricas) demarcadas no chao. Figuras essas que se estendem por largos metros (algumas mesmo kms) apenas sao visíveis de cima, passando, por isso, despercebidas durante milhares de anos, sendo agora Património Mundial da Humanidade. Ainda hoje nao se encontrou uma explicaçao lógica para o fenómeno, sabendo-se apenas que foram feitos pelos Incas.
Nós estivemos lá e podemos afirmar que vale mesmo a pena! Contudo a cidade e subúrbios é igualmente uma experiencia memorável, tendo em conta o degredo e desolaçao que habita. (... mas têm internet!).

segunda-feira, 12 de Maio de 2008

On the road

Aterrámos no aeroporto de Quito, Equador. E sentia-se um ar abafado de quem está no ponto mais próximo do sol. Depois de buscar informaçao acerca do que fazer em 4 dias, hospedamo-nos no Café Cultura, referenciado na nossa bíblia de viagem (Lonely Planet). No dia seguinte partimos para Otavalo, interior norte do país, onde a paisagem e a gente ainda se mantém bastante "selvagem".
Terminámos com a visita à Metade do Mundo, o Hemisfério Norte e Sul se juntam. Precisamente onde todos os zeros de latitude se juntam!
O Equador já ficou para trás e estamos neste momento a caminho de Machu Picchu, no Perú (eleita uma das 7 maravilhas do mundo). Esta manha sobrevoámos as linhas de Nazca, outro ex-libris desta terra. Nao temos tido tempo (nem acentos neste teclado!) para actualizar este nosso mundo, mas a escrita diária vai avançando e quem sabe tornar-se o próximo best-seller planetário! Avançaremos para a Bolívia e depois Chile. Escreveremos assim que pudermos. Até breve!








terça-feira, 6 de Maio de 2008

Outro dia Zero


"E assim começou o que nunca mais findaria. Os passeios, os banhos cautelosos, pela minha perna partida. O aproximar crescente das minhas mãos àquele corpo inacabado. A seda da sua pele na macieza dos meus pêlos a tornar-se coisa natural. Até que a borboleta, cansada, se deitou na minha teia, sem que eu me soubesse aranha. Na verdade eramos os dois insectos. E a teia, oh, a teia.... essa, chamava-se Amor."
(Possidónio Cachapa)